Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

08/08/2017 13h44

Vocação

 Neste mês de agosto a Igreja nos convida a celebrarmos a vocação como chamado de Deus. No sentido original do latim "vocare", significa “convocação" Deus nos convoca a vivermos a cada dia uma experiência única o seu amor. O chamado nos faz comprometidos com a missão.

Na alegria pela fundação e instalação do nosso Seminário Menor São João XXIII em Marechal Deodoro, hoje acolhendo seus primeiros seminaristas para o início da Etapa formativa, vou me deter a vocação sacerdotal, para compreendermos o elo entre a Igreja e sacerdócio. A Igreja vive da Eucaristia e renasce incessantemente através dela. E se realiza de forma toda particular graças a ela. A Eucaristia é o zênite para o qual tudo, na Igreja, se eleva e converge. Qualquer questionamento a respeito do sacerdócio, só terá sentido nesta dimensão: Igreja-Eucaristia. O sacerdócio existe porque o Cristo deixou na Igreja, na Eucaristia, seu sacrifício, o sacrifício do seu corpo e do seu sangue, tornados pela primeira vez, sobre as espécies do pão e do vinho, quando da primeira Ceia, alimento e bebida para os discípulos. O que oferece o sacrifício da nova e eterna aliança é padre desta nova e eterna aliança, e é precisamente o Cristo que é tal padre, como o lemos na exposição da carta aos Hebreus. É o único padre do seu próprio sacrifício, do sacrifício do Getsêmani e do Calvário, oferecido ao Pai pelo Filho, despojado de si mesmo e obediente até a morte.

Ao mesmo tempo, é o padre para a eternidade, segundo a ordem de Melquisedeque, misterioso rei de Salém, antigo nome de Jerusalém. Melquisedeque foi ao encontro de Abraão com o pão e o vinho. A tradição expressa na antiga oração eucarística do "cânon romano" vê no gesto de Melquisedeque o anúncio do sacrifício perfeito. O Cristo fez do pão e do vinho sinais sacramentais desse sacrifício que devia oferecer ao Pai no dia seguinte, com seu corpo e seu sangue.


O sacerdócio é o elemento constitutivo da vida e da realização da Igreja. Constitui uma vocação específica e um serviço preciso na comunidade dos crentes, de todos aqueles que pelo batismo, participam do mistério Pascal do Cristo, logo, do sacrifício inseparável do seu sacerdócio.

Para celebrar a Eucaristia, não basta reconstituir o fato histórico da ceia. O que é indispensável é o caráter sacerdotal do celebrante. Para adquirir este caráter, é preciso ser ordenado ou consagrado. Essa consagração é necessária para que a Igreja possa nascer da Eucaristia, para que possa viver como corpo de Cristo que celebra a lembrança da morte e da Ressurreição do Senhor.

O nosso Papa Francisco está redimensionando a ideia da Igreja hoje, buscando nos próprios documentos do Concílio Vaticano II, o valor de uma Igreja dos pobres, que se dirige a todos e a cada um, é a Igreja universal, a Igreja do mistério da Encarnação. Não é a Igreja de uma classe ou de uma casta. Fala-nos em nome da verdade. Ora, a verdade é realista. Leva em conta tudo o que nos toca, toda injustiça, toda tensão, toda luta. A Igreja dos pobres não quer servir aos que provocam tensões e conflitos. Só admite um combate: pela verdade e pela justiça.

O jovem chamado ao sacerdócio é convidado a fazer parte desta caminhada, sendo aberto e disponível às três dimensões, tantas vezes reforçadas em nossa orientação pastoral, de uma Igreja orante, missionária e samaritana.

O vocacionado no mundo em que vivemos precisa entender que o cristianismo apresenta uma particularidade desconhecida, provavelmente porque é muito evidente: a pessoa tem uma importância infinita, e do mesmo modo a salvação é obra de um só, deste "homem que se chama Cristo", do mesmo modo, é diferentemente dos sistemas que agem através da massa e da causalidade material, segundo o cristianismo um só ser que muda pode mudar o mundo.

Convoco todo povo de Deus para não deixar de rezar e apoiar as vocações sacerdotais. Precisamos também de ajuda financeira para sustentarmos os dois seminários, maior e menor, da nossa Arquidiocese.
Rogo ao Dono da messe que suscite operários dignos e santos para a sua messe. E que Ele abençoe as vocações da nossa Igreja que está em Maceió.

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