Arquidiocese de Maceió | Igreja Missionária e Samaritana

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Voz da Igreja

Dom Antônio Muniz

02/05/2017 14h16

Ano Nacional Mariano

 A motivação espiritual que nos envolve, neste Ano dedicado à Nossa Mãe Santíssima, são as comemorações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora, no Rio Paraíba do Sul, em são Paulo e os 100 da aparição de Nossa Senhora em Fátima-Portugal.

Nossa Arquidiocese se une a esta devoção Mariana, promovendo muitas caminhadas de peregrinações e eventos, no Santuário da Virgem dos Pobres, em Mangabeiras.

Estou reunido com o episcopado brasileiro na casa da Mãe Aparecida, participando da 55ª Assembleia Geral da CNBB. Sinto de verdade como Nossa senhora nos acolhe. Por isso nós, devotos de Maria, nos colocamos em seus braços pela confiança e discernimento, imitando o discípulo amado que não nos deixa sozinhos nesta caminhada de construção e edificação do Reino.

A passagem de Jo 19,27 foi colocada no momento mais importante do Evangelho. Esta cena deve ter mais do que simples importância filial, isto é, o cuidado de Jesus por sua Mãe na hora de sua morte. Surge então a seguinte pergunta: o que esse incidente simboliza? Encontramos como resposta a imagem simbólica Joanina do nascimento da comunidade cristã. É a hora da glorificação de Jesus, sua elevação, e, quando Ele morre, entrega o espírito. Abaixo dele estão uma mulher e um discípulo, ambos inominados, como que para enfatizar seu caráter simbólico. A mulher pode significar a Igreja como Mãe e o discípulo amado todos os discípulos chamados a seguir a obediência extremosa do Senhor.

O Evangelista João apresenta Maria perto da cruz em um duplo papel: Como símbolo feminino da Mãe-Igreja, cuidando deles e sendo cuidada pelos discípulos de Jesus que se tornam seus filhos e, consequentemente, irmãos e irmãs. A relação com Jesus não é apenas individual; inclui uma comunidade, uma família e como mulher da vitória, enfatizando a contribuição feminina para a salvação. A imagem negativa de Eva foi substituída pela da Ave Maria vivificante.

Nossa Senhora foi plenamente obediente à vontade de Deus, mas esta vontade foi feita toda de amor e de misericórdia. Segundo o Papa Paulo VI: “Maria aderiu totalmente e livremente à vontade de Deus, recebeu a Palavra e a colocou em prática, Ela foi inspirada, na sua ação pela caridade e pelo espírito de serviço; em suma, foi a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo”.

Como Igreja de Maceió, quero incentivar este ano Mariano para marcar a nossa história, fazendo parte da fé do nosso povo que há muitos anos tem a devoção a Nossa Senhora dos Prazeres e continuará nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria, a Mãe dos Prazeres, para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele, motivo de verdadeira alegria.

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