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02/08/2018 23h39

A vida é bela!

Artigo pelo Ato em defesa da vida

Ademar Solon - Pró Família
Divulgação - Rede Estadual em defesa da vida

Dentre os grandes problemas da humanidade, que repercutem também no Brasil, e no nosso estado das Alagoas, o tema do aborto é o que toma, novamente, o cotidiano do nosso povo. Se protagonizando na televisão, nas mídias sociais, dentro dos nossos grupos de Igreja e no meio social em geral, o tema passa a gerar um apoio popular que se divide entre os que são contra e os que são a favor. É claro que possivelmente há um outro grupo daqueles que se sentem superiores ao tema, e não conversam sobre ele porque acham que não é de relevância para afetar suas vidas. Mas qualquer que seja o posicionamento, tudo se baseia no fato de tomar partido como num campeonato de futebol, onde uns são time A e outros, time B. Isto reflete uma crise antropológica de proporções alarmantes, onde o fato em questão está o comprometimento de toda a raça humana. Antes de ser catalogado como extremista vamos analisar alguns números. Conforme os dados levantados pelo IBGE (https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/), a taxa de fecundidade, que é o número médio de filhos que uma mulher pode ter durante seu período reprodutivo, está estimada, para 2018, em 1,77 filho por mulher (em Alagoas esta taxa é a mesma, mas em 2010 era de 2,0 filhos). Se levarmos em consideração que é necessário um homem e uma mulher para esta reprodução, significa que ao morrerem deixaram menos de 2 pessoas no lugar. Conforme o IBGE, seguindo este raciocínio, em 2047 o Brasil terá mais mortes do que nascimentos (em alagoas isto acontecerá em 2050). Sem fazer alardes, podemos definir que os seres humanos, pelo menos nos países mais desenvolvidos, estão em extinção. Fico perplexo quando vejo o delito do art. 29 da Lei nº 9.605/93 (Lei dos Crimes Ambientais - LCA), com pena de detenção de 06 meses a 01 ano, podendo a pena ser aumentada da metade se a espécie for ameaçada de extinção, e o Supremo Tribunal Federal – STF – levar ao plenário o tema da descriminalização do aborto. Parece-me ser bastante contraditório termos leis que protegem ovos não fecundados de tartaruga e supormos que a vida humana, na sua décima segunda semana, não representar uma vida. Quando chegamos neste nível, só podemos identificar um quadro de patologia antropológica de dimensões que realmente alarmam. É ainda mais grave quando precisamos convocar pessoas para fazermos a defesa da vida, já que os ativistas pró-aborto se espalham nos órgãos que legitimam a sociedade (mas vejo que não legitimam o povo brasileiro). É claro que por trás desta investida está uma agenda, já não mais oculta, em plena ação. Dizer que isto se trata de problema de saúde pública não é apenas leviana, mas de uma desonestidade intelectual que alude ás mais macabras estórias de filmes hollywodianos. A exemplo disto apresento a reportagem de 29/07/2018, da Folha de São Paulo, intitulada “SUS Gasta R$ 500 milhões com complicações por aborto em uma década”. Primeiro, foi necessário juntar uma década de informação para que o número fosse expressivo e assim poder chamar a atenção do público leitor. Mas a resposta sobre a manipulação dos números apresentados pelo Jornal, veio da médica Dra. Elizabeth Kipman (disponível publicamente na internet), ginecologista e obstetra, onde, usando dados do DATASUS (http://datasus.saude.gov.br/), demonstrou que os números relacionados estavam equivocados, e que as 2.100.000 internações apresentadas não eram de abortos provocados, mas que teriam que serem retirados do número 1.500.000 internações referentes a abortos espontâneos, que são os casos em que naturalmente o feto não sobrevive. Além disso, das 600 mil internações que sobraram ainda existem os casos de internação para procedimentos diversos, o que diminuem e muito o número de internações por abortamento provocado, fato que gerou a matéria. Isto posto, vemos que o valor gasto pelo SUS, em 10 anos, não representa 25% do que foi veiculado. Então me faço a pergunta: por que uma matéria, veiculada no cenário nacional, coloca uma confusão destas para os seus leitores? Somente uma resposta vem à mente: para manipular a opinião pública de forma a aprovar o que o STF vai debater por estes dias.

Diante disto, nós católicos e todo o povo em geral, não podemos nos acomodar em nossos lares e permitirmos que a manipulação realizada por quem quer que seja, tire a verdade sobre o que realmente é a VIDA. Aludindo ao filme La vita è bella (no Brasil, A Vida É Bela) – filme italiano de 1997, dirigido e protagonizado por Roberto Benigni, desejo remeter aos fiéis leitores, o esforço que aquele pai fazia, prisioneiro num campo de concentração, para que seu filho jamais percebesse a miséria que era tal local, mas que ele tivesse apenas a visão do bem. Esta obra cinematográfica remete à Platão que ensinava para que as mães sabendo que uma história tivesse alguma maldade inserida, não apresentasse a seus filhos, para que desta forma eles não a conhecessem. Não quero discorrer sobre a proposição filosófica e nem responder aos céticos que viererm a pensar na fragilidade trazida por não se conhecer o mal, mas apenas mencionar estes dois episódios de forma a alertar que, em deixando passar na lei, na constituição, ou na maldita novela que passa em alguns lares até de cristãos, não estejamos aprovando o que não é certo, relativizando e ensinando o mal ao nossos jovens, adolescentes e crianças.

Por fim, quero lembrar aos católicos e cristãos em geral, as palavras do apóstolo Paulo, que está em Efésios 6, 12 - "Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares." E para tal precisamos realizar o que está nos versículos 11 - "Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio" e 13 - "Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever." Portanto, neste domingo, 05 de agosto de 2018, precisamos ir às ruas para o ato em defesa da vida humana, seja em qual fase for, pois a vida da mulher é importante e a vida do feto também.

Para honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, sob os auspícios da Imaculada e Sempre Virgem Maria, Senhora dos Prazeres! Assim seja! Amém!

 

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