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12/02/2018 00h12

Cristão pode brincar o carnaval sem culpa

Em entrevista ao Programa Discípulos e Missionários, leigo destaca a consciência cristã para participar das festividades carnavalescas

Micheliny Tenório / Pascom Maceió
Fotos: Thiago Aquino /Pascom Maceió

Normalmente, os cristãos se perguntam se podem brincar o carnaval; se é pecado usar fantasia. Os questionamentos residem no fato da festa do Rei Momo ser considerada uma festa pagã, regada por exageros comuns ao período, como a bebida alcóolica e a promiscuidade.

Para responder a essas questões, o advogado Elmanuel Machado, que está ocupando a função de coordenador da Pastoral da Liturgia da Paróquia Menino Jesus de Praga, no Pinheiro, esteve nos estúdios da Rádio Milícia Imaculada, no último sábado (10) falando para os ouvintes sobre a consciência cristã neste momento carnavalesco.

Durante entrevista ao Programa Discípulos e Missionários, da Arquidiocese de Maceió, Machado falou sobre a origem do carnaval, esclareceu questionamentos referentes a participação do cristão e a conduta que precisa ser adotada para essa festividade.

Quando tudo começou

Sobre a origem do carnaval, Machado explicou que deriva do latim carnem levare, que significa ficar livre da carne, acrescentando ser “o cumprimento dos desejos da carne. O carnaval sempre foi uma festa pagã”, assegurou o advogado ao situar historicamente o início dessa comemoração.

“O carnaval existe desde as civilizações egípcias, hebraicas, gregas e romanas, mas, foi em Roma onde houve um maior destaque. Os romanos realizavam festas com muita alegria em agradecimento ao deus mitológico Saturno pela colheita realizada. Ele era tido como o ‘deus’ da agricultura. Essas festas contavam com o que seriam os ‘bisavôs’ dos carros alegóricos atuais, que tinham o formato de navio e eram enfeitados por homens e mulheres nus”, descreveu Machado ao lembrar a prática comum aos carros alegóricos modernos.

O advogado também falou sobre a relação do carnaval com a Igreja Católica ao explicar que a alternância entre os meses comemorativos do carnaval tem a influência de fenômenos naturais.

“Na Idade Média, essa festa foi atrelada à Igreja Católica por dois motivos. O primeiro seria o calendário judaico. Como o Cristianismo descende do Judaísmo também comemoramos a Páscoa, que está situada temporariamente na primeira lua após o equinócio de primavera, que seria a primeira lua cheia após o outono. Daí se subtrai 46 dias: são 40 dias da Quaresma mais seis dias da Semana Santa. O carnaval segue esse interregno temporal que antecede a quarta-feira de cinzas. Por isso, a data do carnaval ser móvel, podendo cair em fevereiro ou março. O segundo motivo seria o fato de que até o ano de 1538 existia o calendário Juliano, quando o Papa Gregório V implantou o calendário Gregoriano que é o que seguimos”.

Poder ou não poder? Eis a questão!

Sem dúvida, o maior questionamento refere-se ao fato do cristão poder ou não participar do carnaval. Há uma série de informações que desorientam, além de limitar o entendimento do cristão, levando-se a crer ser um ato pecaminoso. Sobre esse aspecto, Machado orientou os ouvintes a ter consciência cristã para desfrutar esse período.

“O cristão pode brincar o carnaval. Não há uma proibição. Contudo, é preciso ter a consciência de ser cristão e resistir aos exageros. Usar fantasia não é pecado, desde que não deprecie quem usa ou ofenda a personagem. Quando a pessoa se fantasia para que seja vista em tons humilhantes estará cometendo pecado. O limite que existe, entre o que é ou não é pecado, é o grau de consciência que o cristão emprega”, ressaltou Machado.

Outros pontos preocupantes referem-se às músicas de tons pejorativos e ao sexo desmedido. Sobre o uso de preservativos como a camisinha, que é reforçado por meio de campanhas do governo federal, Machado buscou na doutrina a orientação a ser seguida pelos cristãos.

“A Igreja nos orienta a discutir e entender essas questões da prática da sexualidade, que é bonita e maravilhosa. Eu não vejo a Igreja como a combatente sobre a questão dos preservativos. Quando você segue as orientações da igreja, o preservativo passa a ser um objeto inútil”, definiu Machado.  

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