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12/01/2018 12h19

Arquidiocese de Maceió realiza seminário sobre a Campanha da Fraternidade e convoca lideranças religiosas e leigas

O seminário será dia 27 de janeiro e terá início às 8 da manhã e vai até ao meio dia

Da Redação
Tags: CF2018

 A Arquidiocese de Maceió anunciou nesta sexta-feira (12) a realização do seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2018, que tem como tema "Fraternidade e Superação da Violência", que acontecerá no próximo dia 27 de janeiro, no Catedral Metropolitana, no bairro do Centro. Esta será a 11ª edição do evento, que tem o objetivo de preparar as lideranças religiosas e leigas para bem viver a Campanha da Fraternidade.

A formação contará com a presença do Pe. Egídio de Carvalho Neto, da Equipe de Campanhas da Regional Nordeste 2, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e apresentação de iniciativas de superação da violência que estão dando bons resultados.

"Este ano a Campanha vai tratar da superação da violência. Não vamos falar sobre a violência, mas de experiências que já acontecem em nossa Arquidiocese, tendo como foco exemplos de superação da violência. Em exemplos concretos temos a Recriar, a implantação da Pastoral do Povo da Rua, a reestruturação das pastorais sociais com o padre Emerson e o Complexo Juvenópolis", explicou o diácono permanente André Soares, coordenador da Equipe de Campanhas da Arquidiocese.

O evento é direcionado às paróquias. A Arquidiocese convoca também, além do pároco, compareçam diáconos e três leigos de cada paróquia - tendo pelo menos uma liderança de movimento jovem.

O seminário terá início às 8 da manhã e vai até ao meio dia.

Campanha da Fraternidade 2018

Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibilize a salvação paterna de Deus. “Fraternidade e superação da violência” é o tema da Campanha para a Quaresma, em 2018. O Evangelho de Mateus inspira o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). A Campanha tem como objetivo geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. Sofremos e estamos quase estarrecidos com a violência. Não apenas com as mortes que aumentam, mas também por ela perpassar quase todos os âmbitos da nossa sociedade. A ética que norteava as relações sociais está esquecida. Hoje, temos corrupção, morte e agressividade nos gestos e nas palavras. Assim, quase aumenta a crença em nossa incapacidade de vivermos como irmãos.

“Por ‘Violência cultural’ entendem-se as condições em razão das quais uma determinada sociedade reconhece como violência atos ou situações em que determinadas pessoas são agredidas. Criam-se processos que fazem aparecer como legítimas certas ações violentas. Elaboram-se discursos para apresentar razões e justificativas como se uma ação violenta fosse devida, uma consequência de determinadas condutas da própria pessoa que sofreu a violência. Portanto, a violência cultural não é, necessariamente, uma causa da violência direta, mas cria as condições em meio às quais chega a tornar-se difícil, para a sociedade, reconhecer um sistema como violento”.

Se partirmos do texto sagrado que indica o caminho das origens de todo o universo, ficamos admirados com a harmonia das relações: “E Deus viu que tudo era bom” (Gn 1,25). A origem do homem e da mulher são ainda mais admiráveis: “Façamos o ser humano à nossa imagem e semelhança (…). Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou” (Gn 1,26-27). Confiou ao homem e à mulher o cuidado e o cultivo da obra criada. E, assim, nos diz o texto que “Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gn 1,31).

Há, no desabrochar e no cintilar de tudo, uma relação de amor e de cuidado. Na origem da bondade de Deus, está o sentido da obra criada e o sentido de ser pessoa. Jesus mesmo, ao ser confrontado com a separação entre o homem e a mulher, dirá: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio” (Mt 19,8). No princípio, no eclodir, no dar-se, no manifestar-se, não existe divisão, desamor, violência, mas acolhimento, reverência, pertença fraterna. A violência vem depois. Nasce do esquecimento das origens, da vocação do ser humano: o amor. O esquecimento do mandamento do amor e da ética gestam e despertam violência. Os descaminhos, no entanto, podem ser superados com a volta às origens, com a reconciliação e a misericórdia. Somos chamados à superação da violência, pois somos filhos e filhas de Deus.

A Campanha da Fraternidade acontece no Ano Nacional do Laicato, que tem como tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, e como lema: “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14). Uma Igreja que anuncia o Reino de Deus, o Reino da paz e da fraternidade. Os leigos e leigas, iluminados e fortificados pela Palavra e pela Eucaristia, serão luz para superar a violência e sal para temperar a fraternidade.

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